27 outubro 2015

Aniversário da cidade de Mairinque

Parabéns Mairinque!!! 
Completando 125 anos de existência!!!

Em comemoração ao seu aniversário, vou contar a sua história.

Bandeira de Mairinque

Município de Mairinque

Em meados do século 17, no local onde se ergueu a cidade de São Roque e posteriormente a cidade de Mairinque, Pero Vaz de Barros e Padre Guilherme Pompeu, possuíam grande extensão de terras habitadas por índios.
A pouca distância de São Roque havia um sítio denominado “Sítio das Marmeleiras”. Na gleba denominada Alumínio, ergueu-se uma fábrica de cimento. 
Em volta da pequena e rude estação de trem erguida por Metheus Maylasky, em 1875, é que se formou o núcleo do que viria ser a cidade de Mairinque, que naquela época era habitada por operários da estrada de ferro e agricultores. 
Juntamente com a estação, Matheus Maylasky construiu uma pequena oficina de reparos de trens, coberta de zinco, e que só funcionava em casos de emergência.
O Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, quando já presidia a Companhia Sorocabana, vistoriando toda a rota da estrada de ferro, pressentiu que aquele seria o lugar ideal para funcionar como centro de ligação entre o mar, o “hinterland” (interior do país) e o oeste do Estado de São Paulo. Tudo isso bem perto da capital paulista, de Santos e de Itú.


Já existiam ali, uma parada de trens, um pátio e uma oficina, tudo muito rudimentar. A topografia do lugar e a posição geográfica da estação, exigiam melhorias. Dessa forma, o Conselheiro Francisco de Paula Mayrink tomou providências e alargou o pátio. Os operários -muitos deles residentes em São Roque-, os agricultores, e os índios dispersados pela região, moravam em locais simples, sem higiene e conforto. 


O Conselheiro construiu então uma vila no povoado, iniciando a construção de 100 pequenas casas iguais, inaugurando o conjunto em 27 DE OUTUBRO DE 1890. 
A vila possuía também: duas biroscas (estabelecimentos comerciais modestos), botica (farmácia) e uma pequena escola (a primeira em toda a região). Criada ali para atender aos filhos dos trabalhadores da estrada de ferro.
Era uma vila bem arrumada, erguida numa clareira da mata situada em uma velha fazenda de nome Canguera, palavra que em língua Tupi, significa “ossada”, razão pela qual se achava que ali existisse algum cemitério indígena. 
A fazenda Canguera teve vários donos, e entre eles, Manuel da Costa Nunes, o “Manduzinho”, antigo capataz, que escravizava índios e funcionava como uma espécie de “Xerife” do local. Um dos últimos donos da fazenda foi Antônio da Silva Eugênio Bey, que viveu ali até 1880, ano em que o Conselheiro atingiu a direção suprema da Sorocabana. 
O local da primeiro vila acabou ficando conhecido como “manduzinho”, o apelido de seu proprietário. Mas como as cem primeiras casas rapidamente tornaram-se insuficientes para o abrigo de tantos interessados em para cá virem, Francisco de Paula Mayrink projetou outros núcleos habitacionais. Comprou mais 264 alqueires de terra e tratou de ampliar a vila. 
Na área da ferrovia, o Conselheiro realizou a ligação de Canguera para o mar e a incorporação da estrada de ferro Ituana. 
Como a vila fundada em 1890 era de caráter residencial, a placa da estação continuou estampando o nome de “Canguera”. 
Em fins de 1891 substituíram-na por “Manduzinho”, mas em 1892 já vigorava o nome de “Mayrink ” em clara homenagem ao Conselheiro. Todavia, em 1897 foi reposto o nome de “Manduzinho”, porém no ano de 1900, volta em caráter definitivo o nome do Conselheiro para a vila. 
Dizem inclusive que houve no ato da volta da placa do fundador da vila, grandes festejos. 


 DESENVOLVIMENTO DA VILA MAYRINK

Em 1904 elevou-se à categoria de Distrito Judicial. Em 1909 passou a Distrito de Paz, subordinada à São Roque. 
Com o rápido desenvolvimento da via férrea, novos operários eram admitidos em grande número. Vinham de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, tornando-se necessário resolver o problema de habitação. 
Nessa ocasião construíram-se alguns alojamentos mais confortáveis para as famílias dos empregados da Estrada, pois era a maioria dentro do aumento da população. Construíram-se também um hotel, novas lojas e três quarteirões de casas, que constituem hoje, a zona central da cidade.
Começaram simultaneamente outros melhoramentos: farmácias, escolas reunidas, posto policial, açougue etc. 
Em conseqüência da construção dessas residências, do reservatório de água e esgoto, a Vila Mayrink mudou seu aspecto. 
Suas ruas ficaram mais bonitas, mais iluminadas (com gás acetileno que provinha de um gasômetro construído atrás do edifício sede da estrada de ferro) e com uma respeitável população urbana. Diziam que até 1958 alguns dos canos que conduziam o gás ainda estavam enterrados debaixo do calçamento.



Breve história da cidade de Mairinque

Mairinque é um município brasileiro do estado de São Paulo situado na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Sorocaba. Localiza-se a uma latitude 23º32'45" sul e a uma longitude 47º11'00" oeste, estando a uma altitude de 850 metros. Sua população estimada em 2004 era de 45 376 habitantes.
A cidade foi fundada em 27 de outubro de 1890. Inicialmente chamada Vila Mayrink, que era parte de São Roque, tornou-se município com o nome de "Mairinque", em homenagem ao diretor da ferrovia Francisco de Paula Mayrink. Às margens da Estrada de Ferro Sorocabana, onde era o principal entroncamento dessa ferrovia, sua estação ferroviária foi a primeira arquitetura de concreto armado do Brasil, idealizada pelo arquiteto francês Victor Dubugras, e onde hoje funciona o museu da Sorocabana.
O município de Mairinque está situado no interior do estado de São Paulo, a 70 quilômetros da capital, sendo a ela ligada pela Rodovia Raposo Tavares e também servida pela Rodovia Castelo Branco.
A sede do município localiza-se nas coordenadas 23º32'45"S 47º11'00"O, aos 900 metros de altitude.
Mairinque possui uma extensão territorial de 209,757 km²

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